A Rede Record tem uma nova chance, e com ela, a possibilidade de fazer com que o principal reality show de sua emissora, 'A Fazenda', possa de uma vez por todas não ser somente uma “distribuidora” em sua grade de programação. Em sua quarta edição, que se iniciará nessa terça próxima (19), Britto Jr. precisará se esforçar mais e, quem sabe, fazer realmente o bicho pegar.
Talvez para que isso realmente aconteça, a brilhante ideia de Rodrigo Carelli e companhia de confirmar o retorno de ex-peões para a Itu pareceu um tanto quanto batida, ou então, pode fazer entregar a seleção de participantes que por aí estão vindo: mornos e sem graça. Ou um ou outro, a decisão de trazer “artistas” como Monique Evans evoca o espírito popular e barraqueiro que, segundo algumas experiências anteriores – sim, falo de você Théo Becker -, deu audiência. Momentânea.
Por incrível de pareça, já se foi o tempo em que os realities eram inéditos. A ideia de fazer voltar um integrante de alguma edição anterior, assim como a Globo fez com Marcelo Dourado no ‘Big Brother Brasil’, quem sabe pode render a ele (a) a sorte que Dourado teve, a de ganhar o prêmio. Porém mais que isso, ajudará a fazer o que ‘A Fazenda’ sempre faz: servir toda a grade de programação da emissora, inclusive o religioso ‘Fala que eu te escuto?’ com “conteúdo”. Capaz que sobre até para o Datena, que nada tem a ver com o pato.
Há três edições seguidas, pouco se viu a Record aproveitar de maneira correta seu reality show. Que seja desde a estréia ou da exaustiva quantidade de vezes em que se reprisavam as cenas de barraco, ainda é necessário que além de outros planejamentos em cima desse projeto, um mais específico seja feito: de como o restante da grade utiliza as informações do programa. Entende-se que é necessário alavancar um produto através de outros, principalmente na TV. Mas cansar o público antes do primeiro mês de confinamento é o mesmo que mandar todo o dinheiro investido para a roça. Ainda dá tempo.
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