Na manhã desta terça-feira (28) o promotor de eventos David Brazil divulgou em seu microblog, twitter, a “morte” de seu então amigo e repórter da TV Record Amin Khader. A notícia se espalhou rapidamente pela internet e em poucos minutos já estampava as páginas de vários e importantes portais de notícias do país. Sem perder tempo, o programa “Hoje em Dia”, exibido pela TV Record, abriu link ao vivo com um repórter diretamente do Rio de Janeiro que, visivelmente emocionado, informava, inclusive, detalhes da “morte”.
Antes de mais nada, o papel do jornalista, profissão que teve forte influência dos ideais iluministas e foi enraizada na sociedade no período da Revolução Francesa, tem por objetivo investigar, desvendar e trazer a publico a verdade dos fatos. A paixão da profissão está justamente em trazer à tona o que uma parcela da sociedade não deseja divulgar por várias razões.
O acontecimento da última terça-feira veio divulgar a situação decadente de grande parte da imprensa brasileira. A notícia da falsa morte de Amin Khader foi copiada de portal em portal sem responsabilidade alguma. A ação fundamental do jornalismo que é a apuração dos fatos foi simplesmente deixada de lado devido à preocupação com a agilidade da notícia. A busca pela audiência a todo custo, em muitos momentos, deixa a desejar a credibilidade da informação.
A notícia da falsa morte foi divulgada horas mais tarde pelo próprio “ex-defunto” em um programa vespertino, na própria rede de televisão em que trabalha.
O que fica é a insegurança. Me pergunto: Quantas outras mentiras foram contadas pela imprensa brasileira e que por falta de investigação de outros veículos de comunicação transformou-se em verdade?
Ao que me parece toda aquela paixão da profissão de jornalista em trazer a informação devida no intuito de melhorar a qualidade de vida da sociedade está tomando rumos para uma outra ideologia.
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